A queda de Constantinopla e o fim de um império de mil anos

Em 29 de maio de 1453, depois de quase dois meses de cerco, as tropas do sultão otomano Mehmed II entraram em Constantinopla. Terminava ali o Império Bizantino, herdeiro direto de Roma.

Por mais de mil anos, Constantinopla foi a capital do Império Romano do Oriente, o Império Bizantino. Protegida por mar em três lados e por uma muralha tripla do lado de terra, a cidade havia resistido a dezenas de cercos.
Em 1453, porém, o império estava reduzido a pouco mais que a própria cidade. Do outro lado estava Mehmed II, um sultão de 21 anos decidido a fazer de Constantinopla a capital otomana.
Canhões contra muralhas
Mehmed chegou com um exército de dezenas de milhares de homens e uma arma nova: canhões gigantes, alguns fundidos por um engenheiro húngaro chamado Orban. Durante semanas, eles bateram nas muralhas de Teodósio, que os defensores remendavam todas as noites.
A entrada do Corno de Ouro, o porto da cidade, era bloqueada por uma enorme corrente. Mehmed resolveu o problema de um jeito inesperado: mandou arrastar navios por terra, sobre rampas de madeira, e os colocou dentro do porto.
O último imperador
Na madrugada de 29 de maio, os otomanos lançaram o ataque final. O imperador Constantino XI morreu lutando, e a cidade caiu no mesmo dia. A basílica de Santa Sofia foi transformada em mesquita.
Muitos historiadores usam 1453 para marcar o fim da Idade Média. Estudiosos gregos que fugiram para a Itália levaram consigo manuscritos e conhecimento que alimentaram o Renascimento.
Fontes
- Steven Runciman, The Fall of Constantinople 1453 (1965)
- Roger Crowley, Constantinople: The Last Great Siege, 1453 (2005)



